Cirene Izidorio Candanda foi uma cidadã benemérita de Juiz de Fora, honrada com o título em 2008, conhecida por sua grande atuação em movimentos sociais, especialmente em pautas de direitos humanos como religião, saúde e moradia. Foi presidente dos Conselhos de Saúde e de Moradia e teve um papel ativo na Juventude Operária Católica, na Pastoral do Negro Kaiode, no Fórum da Mulher Negra e no projeto Axé Criança. Cirene também contribuiu significativamente para o Conselho Municipal de Valorização da População Negra e atuou na Secretaria de Combate ao Racismo no diretório municipal do Partido dos Trabalhadores.
Natural de Torreões, Cirene nunca se calou durante períodos de opressão. Ela lutou pela saúde de qualidade para todos e pelo respeito às diferenças, apostando na juventude ao contribuir para a criação do CERNE (Centro de Referência da Cultura Negra) e do Curso Pré-Vestibular para Negros e Carentes, que recebeu o seu nome.
Cirene era uma figura combativa, alegre, que sempre manteve vivas as tradições e celebrou as coisas boas da vida. Como uma multiativista, transformou Juiz de Fora em uma cidade melhor com sua figura altiva, potente e insubmissa. Em sua homenagem, no dia 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha, é celebrado em Juiz de Fora o Dia Municipal da Mulher Negra Cirene Candanda, conforme estabelecido pela lei municipal n° 11.478 de 2007.
Em 2001, foi agraciada com a Medalha Nelson Silva, em reconhecimento à sua produção e difusão de manifestações sociais e culturais da raça negra. Cirene faleceu em 20 de novembro de 2007, Dia da Consciência Negra no Brasil, mas seu legado persiste. Ela combateu o racismo e a discriminação de gênero, raça e classe, e diversos espaços públicos, como postos de saúde, ruas e auditórios, levam seu nome em homenagem ao seu impacto e contribuição.